Conselho faz críticas à gestão de maternidade

30.01.2018

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1ª Região (Crefito 1) denunciou uma série de irregularidades na Maternidade Santa Mônica. O órgão, que atua nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas, afirma que Alagoas é onde mais se encontra apadrinhamento político em cargos importantes na saúde pública.

A principal denúncia do órgão está, segundo eles, ligada diretamente a apadrinhamento político. O Conselho denuncia que a Maternidade Santa Mônica mantém, na sua folha salarial e no quadro de funcionários, profissionais terceirizados, mesmo tendo um cadastro de reserva de um concurso de 2014.

De acordo com o Crefito 1, a situação é injusta para com os profissionais que prestaram concurso e têm direito à vaga. Segundo o presidente, Silano Barros, o motivo de ainda contratar e manter esses funcionários é o fato de eles estarem sendo apadrinhados por políticos.

Além disso, o conselho aponta que, mesmo sem ter os novos 26 leitos de UTI funcionando, a maternidade recebe repasses financeiros do governo.

“O que está sendo feito com esse dinheiro, tendo em vista que a sua finalidade de uso ainda não existe?”, questiona Silano.

O reitor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Henrique Costa, informou que a convocação dos aprovados no concurso que compõem a reserva técnica não se deu porque, na teoria, ainda não existem essas vagas no organograma da instituição.

* Sob supervisão da editoria de Cidades.

 

Publicado no Jornal Gazeta de Alagoas  Data: 30/01/2018